segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Profissionais liberais: Agora vocês podem receber pagamentos em cartão

 

Criado em 11/11/2010 - Atualizado em 11/11/2010

Profissionais liberais: Agora vocês podem receber pagamentos em cartão

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·                                 Você Possui Cartão Visa?

A rede de meios eletrônicos de pagamento Cielo traz à luz dos holofotes um aplicativo para iPhone que pode ser a solução para profissionais liberais, médicos, dentistas, advogados e lojistas: o Cielo Mobile.

Uma vez instalado, este aplicativo transforma o seu iPhone, iPad ou iPod Touch em uma máquina de pagamentos da Cielo. Cielo Mobile é bem pratico de ser usado e funciona com as principais operadoras de telefonia celular (Claro, Vivo, TIM e Oi) em todo território nacional.

E por ser um produto da Cielo, o Cielo Mobile aceita transações com as principais bandeiras de cartão de crédito: Visa, MasterCard e American Express.

Como receber pagamentos de cartão de crédito pelo celular?

Baixar download Cielo Mobile para celular iPhonePara que você receba o pagamento de seu cliente via cartão de crédito, basta digitar o valor da transação (à vista ou parcelado, se você preferir) e, em seguida, digitar o número do cartão do seu cliente. E pronto! Ao finalizar uma transação, você ainda poderá enviar o recibo de pagamento diretamente para o e-mail dele.

Se você quiser consultar as transações já realizadas através do Cielo Mobile, basta ir no menu “Minhas Transações” e ver o seuhistórico de pagamentos. E assim como na maquininha da Cielo, é possível estornar transações pelo próprio aparelho.

Segurança das transações certificada pela própria Cielo

O Cielo Mobile é um aplicativo desenvolvido e distribuído pela própria Cielo, o que garante a proteção dos dados de seus clientes. Toda a transmissão de dados pelo telefone é criptografada para a rede de pagamentos, e nenhuma informação do cliente ficará armazenada no seu celular.

O que é preciso para ‘transformar meu celular em uma máquina da Cielo’?

Maquina da Cielo de cartão de crédito no iPhone com Cielo MobileA tarifa de conectividade cobrada pela Cielo é de R$19,90 por mês. No entanto, promocionalmente nos primeiros doze meses a operadora estará cobrando apenasR$ 9,90.

O Cielo Mobile funciona tanto com o pacote de dados 3G/GPRS quanto em redes sem fio Wi-Fi. No entanto, vale lembrar que a cobrança pela transferência de dados do pacote de dados da operadora ficará por sua conta.

Para utilizar o aplicativo, basta ligar para a Central de Relacionamento Cielo e solicitar a solução de pagamento móvel para iPhone, iPad e iPod Touch. Será necessário se credenciar na Cielo para uso das bandeiras Visa e Mastercard, assinando o contrato de afiliação que pode ser acessado aqui. Para American Express, basta solicitar a sua afiliação pelo telefone logo abaixo.

Telefones:

Cielo (segunda a sábado, das 8hs às 22hs): 4002-5472 – capitais e regiões metropolitanas 0800-570-0111 – demais localidades American Express 4004-5040 – capitais 0800 728-5040 – demais localidades

 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ENTREVISTA-Google vê enorme oportunidade na América Latina

sexta-feira, 29 de outubro de 2010 09:17 BRST

 

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Por Pascal Fletcher

MIAMI, Estados Unidos (Reuters) - O Google está procurando parcerias com fabricantes de computadores e operadoras de telefonia da América Latina para aproveitar o que vê como "enorme" oportunidade de crescimento na condução de empresas da região à Internet, afirmou à Reuters o diretor executivo da companhia para a região, Alexandre Hohagen.

Com índice de penetração de Internet ainda relativamente baixo na América Latina e Caribe, de cerca de 30 a 35 por cento, a região é o mercado regional de mais rápido crescimento para o principal serviço de buscas do planeta.

A iniciativa, chamada de Conecta, oferecerá um ponto único em que as empresas poderão obter ferramentas para se conectar na Internet, incluindo construção de site de comércio eletrônico.

"Ainda estamos negociando, discutindo com alguns parceiros, em toda a América Latina, empresas como HP ou Dell, ou Positivo. Todas podem ser parceiras interessantes", disse Hohagen.

O Conecta será oferecido no Brasil e outros países latino-americanos e será parecido com uma iniciativa do Google este ano com o grupo BT e outros parceiros do Reino Unido.

"É como por tudo num pacote e colocar nas pequenas empresas", acrescentou o executivo sobre a iniciativa que o Google espera lançar na América Latina no primeiro trimestre de 2011.

O executivo disse que aproximadamente 8 milhões de pequenas e médias empresas latino-americanas ainda não estão conectadas à Internet e que o Google deseja explorar esse potencial de conexões corporativas e faturamento com publicidade online.

"Queremos associações com fabricantes de computadores pessoais e empresas de telecomunicações, para oferecer conexões a computadores e produtos destinados a pequenas e médias empresas na América Latina", disse.

"No ano passado, crescemos em quase 80 por cento na América Latina, e este ano vamos crescer bem perto de 80 por cento, uma vez mais", disse o executivo, em entrevista em Miami.

O Brasil continua a ser o principal mercado regional do Google, seguido por Argentina e México, mas a empresa está respondendo também ao rápido crescimento na Colômbia, Chile e Peru, e abriu escritórios nesses países.

O Google também planeja abrir escritórios novos no Panamá, a fim de cobrir a América Central, e em Porto Rico, para o Caribe.

Segundo o executivo, 200 milhões dos 600 milhões de habitantes da América Latina estão conectados à Internet. "Estou instalado em uma região com 400 milhões de potenciais clientes, e apenas dois idiomas (português e espanhol)", disse Hohagen. "A oportunidade é enorme", acrescentou.

Hohagen afirmou que o Google domina o mercado regional de buscas via Internet com participação de 88 por cento, ante os 57 a 60 por cento que atinge em outras regiões do mundo.

 

Os heroicos 3%

01/11/2010 - 07h05

Os heroicos 3%

Passei meus últimos dias com a cabeça mergulhada no Brasil. As eleições, sim, as eleições: na TV ou nos jornais portugueses, a minha tarefa era explicar aos patrícios o que sucedia desse lado do Atlântico. Li muito. Escutei bastante. Perguntei idem.

Mas de tudo que li, escutei ou aprendi, nada me perturbou tanto como saber que Lula deixa o Palácio do Planalto com 82% de aprovação popular.

Minto: o que me impressiona não são os 82%; o que me impressiona são os 3% de brasileiros que desaprovam o governo Lula e que não embarcam no entusiasmo geral. Como são solitários esses 3%! E como são heroicos! É preciso coragem, e uma dose invulgar de realismo e sensatez, para não ser atropelado pela multidão desgovernada. Quem serão esses 3%? Gostaria de os conhecer, de os convidar para minha casa, de beber com eles à liberdade e à democracia. Vou repetir, quase com lágrimas nos olhos: 3%!

Não nego: Lula teve méritos econômicos evidentes. Arrancar 20 milhões da pobreza não é tarefa insignificante; e ter um país com crescimentos anuais de 6% ou 7%, enfim, uma miragem para quem vive na Europa. Se o Banco Mundial acredita que o Brasil será a 5ª economia do mundo no espaço de uma geração (obrigado, "The Economist"), Lula teve um papel nesse caminho. Mesmo que o caminho tenha sido preparado por Fernando Henrique Cardoso.

Mas quando penso nos solitários 3% que desaprovam Lula; quando penso nessa gente residual, marginal, divinal, penso em todos os casos de corrupção que abalaram os governos petistas e que seriam intoleráveis em qualquer país civilizado do mundo. Penso nos ataques e nos insultos que Lula desferiu contra a imprensa mais crítica. Penso na forma como Lula usou o seu cargo para, violando todas as leis eleitorais (e do mero decoro democrático), eleger Dilma Rousseff. E penso, claro, na política externa de Lula.

Sou um realista. Países democráticos não lidam apenas com democracias; por vezes, nossos interesses estratégicos ou econômicos exigem que sujemos as mãos com autocracias, teocracias, ditaduras e aberrações políticas. Mas devemos fazer isso com decoro; envergonhados; como um cavalheiro que frequenta o bordel e não faz publicidade de seus atos.

Os 3% que desaprovam Lula, aposto, desaprovam a forma indigna como ele elegeu Ahmadinejad seu amigo; como manteve relações amistosas com Chávez; como foi displicente perante os presos políticos cubanos.

Acompanhei as eleições brasileiras. Comentei-as. Escrevi a respeito. Mas, nessa hora em que Lula sai para Dilma entrar, os meus únicos pensamentos estão com os 3% que não perderam a cabeça e mantiveram-se à tona da sanidade.

Nessa noite fria de Lisboa, um brinde a eles!

João Pereira Coutinho

João Pereira Coutinho, 34 anos, é colunista da Folha. Reuniu seus artigos para o Brasil no livro "Avenida Paulista" (Record). Escreve quinzenalmente, às segundas-feiras, para a Folha.com.